Switches Juniper compatíveis
Os comandos abaixo atendem a diversos modelos de switches Juniper. Além disso, a relação contempla as séries EX, QFX, OCX e as linhas gerenciadas pela plataforma Mist. Assim, o conteúdo abrange diferentes cenários, como acesso, campus, agregação, datacenter, Spine/Leaf e redes de provedores.
- Série EX — Acesso, Campus e Agregação
- EX2200
- EX2300
- EX3200
- EX3300
- EX3400
- EX4100
- EX4200
- EX4300
- EX4400
- EX4600
- EX9200 Series
- Série QFX — Datacenter, Spine/Leaf, Core ISP
- QFX5100 Series
- QFX5110 Series
- QFX5120 Series
- QFX5130
- QFX5200 Series
- QFX5210
- QFX5220
- QFX5700
- QFX10000 Series (QFX10002 / QFX10008 / QFX10016)
- Série OCX — Datacenter e Spine/Leaf (Descontinuada)
- OCX1100
- Série Mist / Cloud Campus (novas linhas gerenciadas)
- EX4100-F
- EX4100-M
- EX4300-F
- EX4400-F
Configuração e administração
Primeiramente, acesse o modo de configuração para realizar alterações no switch. Em seguida, você pode salvar as mudanças, revisar diferenças e consultar as configurações existentes. Além disso, o Junos utiliza o conceito de configuração candidata, permitindo revisar as alterações antes de aplicá-las.
Para entrar no modo de configuração, utilize:
configure
Quando precisar retornar ao modo anterior, utilize:
exit
Por outro lado, para sair completamente para o modo operacional, utilize:
quit
Caso queira cancelar alterações ainda não salvas, execute:
rollback 0
Depois de revisar as alterações, salve a configuração com:
commit
Para aplicar a configuração com confirmação temporária, utilize:
commit confirmed
Antes de confirmar as mudanças, compare a configuração candidata com a configuração atual usando:
show | compare
Da mesma forma, consulte a versão do sistema com:
show version
Para visualizar toda a configuração, utilize:
show configuration
Como alternativa, visualize a configuração no formato set com:
show configuration | display set
Sistema
Na sequência, os comandos de sistema permitem identificar o equipamento e administrar usuários. Além disso, você pode reiniciar o switch e consultar o histórico de comandos sempre que necessário.
Para definir o hostname do equipamento, utilize:
set system host-name nome-switch
Em seguida, crie um usuário administrativo com:
set system login user usuario class super-user authentication plain-text-password
Quando precisar remover um usuário, execute:
delete system login user usuario
Para reiniciar o switch, utilize:
request system reboot
Por fim, consulte o histórico de comandos com:
show cli history
Interfaces
Para administrar as interfaces, consulte inicialmente o resumo das portas. Depois disso, você pode verificar uma interface específica e acessar seu contexto de configuração. Além disso, a CLI permite definir descrições, desabilitar portas e configurar endereçamento IP.
Para visualizar um resumo das interfaces, utilize:
show interfaces terse
Em uma análise específica, consulte uma determinada interface com:
show interfaces ge-0/0/1
Depois de identificar a porta, entre no contexto da interface com:
edit interfaces ge-0/0/1
Para facilitar a identificação do enlace, configure uma descrição:
set interfaces ge-0/0/1 description "Texto"
Caso seja necessário desabilitar a interface, utilize:
set interfaces ge-0/0/1 disable
Por outro lado, para habilitar novamente a interface, remova a configuração de desativação:
delete interfaces ge-0/0/1 disable
Para configurar um endereço IP em uma interface VLAN ou porta roteada, utilize:
set interfaces vlan unit 10 family inet address x.x.x.x/yy
VLAN
Em seguida, configure as VLANs conforme a segmentação necessária. Primeiro, crie a VLAN e, posteriormente, associe-a às interfaces correspondentes. Dessa forma, você pode definir portas em modo access ou trunk de acordo com a topologia.
Para criar uma VLAN, utilize:
set vlans vlan10 vlan-id 10
Depois disso, consulte as VLANs existentes com:
show vlans
Para associar uma VLAN a uma interface em modo access, aplique:
set interfaces ge-0/0/1 unit 0 family ethernet-switching port-mode access
set interfaces ge-0/0/1 unit 0 family ethernet-switching vlan members vlan10
Já para configurar a interface em modo trunk, utilize:
set interfaces ge-0/0/1 unit 0 family ethernet-switching port-mode trunk
set interfaces ge-0/0/1 unit 0 family ethernet-switching vlan members all
STP
Por sua vez, o Spanning Tree ajuda a controlar loops na camada de switching. Além disso, o Junos permite consultar o estado do STP e configurar o RSTP conforme a necessidade da rede. Assim, esses comandos auxiliam na análise e no ajuste da topologia.
Para consultar o estado atual do Spanning Tree, utilize:
show spanning-tree
Para ativar o RSTP nas interfaces, execute:
set protocols rstp interface all
Quando precisar ajustar a prioridade da ponte, utilize:
set protocols rstp bridge-priority valor
Ethernet Switching / MAC
Para analisar o aprendizado de endereços, consulte a tabela MAC do switch. Dessa maneira, você consegue verificar quais endereços o equipamento associou às interfaces. Quando necessário, também é possível limpar a tabela para realizar novos testes.
Para visualizar a tabela de endereços MAC, utilize:
show ethernet-switching table
Quando precisar limpar a tabela MAC, execute:
clear ethernet-switching table
LACP / Port-Channel
Na sequência, configure a agregação de interfaces para formar um enlace lógico. Nesse contexto, o LACP permite negociar a agregação entre os equipamentos. Além disso, você pode adicionar as portas físicas ao mesmo grupo e, posteriormente, verificar o estado da negociação.
Para definir a quantidade de dispositivos de agregação, utilize:
set chassis aggregated-devices ethernet device-count 4
Em seguida, configure a interface AE para utilizar LACP:
set interfaces ae0 aggregated-ether-options lacp active
Depois disso, associe as portas físicas à interface agregada:
set interfaces ge-0/0/1 ether-options 802.3ad ae0
set interfaces ge-0/0/2 ether-options 802.3ad ae0
Por fim, consulte o estado das interfaces LACP com:
show lacp interfaces
Diagnóstico
Por fim, utilize os comandos de diagnóstico para testar conectividade e consultar informações do sistema. Por exemplo, o ping e o traceroute ajudam a verificar o caminho até um destino. Além disso, os dados de ARP, logs, CPU e memória podem auxiliar na identificação de problemas durante o troubleshooting.
Para testar a conectividade com um endereço específico, utilize:
ping x.x.x.x
Se precisar analisar o caminho percorrido pelos pacotes, execute:
traceroute x.x.x.x
Para consultar os registros ARP, utilize:
show arp
Da mesma forma, consulte as mensagens de log do sistema com:
show log messages
Por fim, para analisar processos e consumo de recursos, utilize:
show system processes extensive
GPON • REDES • DATACENTER • AUTOMAÇÃO
Explore Nossa Base Técnica
Tudo o que você precisa para configurar e administrar sua rede.



